UFPR e UTFPR participam da construção da 17ª Jornada de Agroecologia

“A gente quer uma universidade que contribua com a qualidade de vida da população, principalmente, na melhoria dos alimentos”, defende o diretor-geral do campus de Curitiba da UTFPR

Por Solange Engelmann

Representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) se envolveram no processo de construção e realização da 17ª Jornada de Agroecologia, entre os dias 6 e 9 de junho na capital paranaense.

O professor do departamento de sociologia da UFPR Alfio Brandenburg explica que o envolvimento e a participação da universidade ocorre com o envolvimento de vários professores, pesquisadores e estudantes de diferentes departamentos que estudam e acompanham a questão dos movimentos populares do campo, dos assentamentos e da agroecologia no estado.

Segundo o diretor-geral do campus de Curitiba da UTFPR, Marcos Schiefler, é fundamental que a universidade tecnológica participe de atividades como essa, que discute a questão da qualidade de vida da população, agindo diretamente na qualidade dos alimentos. Alunos e professores da UTFPR, do curso de comunicação organizacional, também estão envolvidos na cobertura colaborativa do evento.

Foto: Giorgia Prates

Para Schiefler, também é papel das universidades a construção de uma ciência popular, e o debate da agroecologia está inserido nisso. Segundo ele, a Universidade vem desenvolvendo ao longo dos anos projetos de extensão e pesquisas na linha da agroecologia, ecologia e sustentabilidade que buscam gerar conhecimentos e soluções tecnológicas e compartilhar saberes dessas áreas com agricultores do campo e com a sociedade em geral.

“A gente quer uma universidade que que contribua com a qualidade de vida da população, seja com tecnologia, melhoria de processos, de produtos e, principalmente, com a melhoria dos alimentos”, defende o diretor-geral do campus de Curitiba da UTFPR.

Brandenburg, da UFPR, concorda: “O papel da universidade é justamente, desenvolver um esforço para que a pesquisa, ensino e extensão, seja orientada para as categorias ou classes populares”, aponta. Ele diz que os saberes tradicionais da agroecologia foram ignorados por muito tempo nas universidades. “Mas, atualmente, há um avanço em pesquisas nessa área”. Diante disso, Brandenburg, ressalta que, como a agroecologia vem se afirmando como um forma de fazer agricultura, ocorre um crescimento de demanda pela sociedade. “Isso coloca para a universidade a função de promover o debate acadêmico entre pesquisadores, população e os agricultores, vinculados à questão agroecológica”.

Nesse sentido, Schiefler explica que a UTFPR foca na área da agricultura da engenharia florestal, com a criação de novos cursos de agronomia, por exemplo, no interior do estado. Buscando sair do modelo da grande propriedade e trabalhar com comunidades de pequenos agricultores, para que esses produtores possam usufruir do conhecimento desenvolvido na universidade.

Foto: Lian Voigt



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