Certificação orgânica traz reconhecimento e satisfação aos produtores

Certificação orgânica traz reconhecimento e satisfação aos produtores.

Texto: Rita Hilachuk – Cobertura Universitária da 18ª Jornada de Agroecologia
Fotos: Heloisa Nichele

A Rede de Ecovida Agroecologia é uma organização que trabalha com certificação participativa. A rede consiste no envolvimento dos produtores para atestar a qualidade da produção dos alimentos agroecológicos.
Os produtos da Rede Ecovida podem ser encontrados na Feira da Agrobiodiversidade Camponesa e Popular, atividade parte da 18ª Jornada de Agroecologia do Paraná. Na feira são comercializados produtos como doces, cervejas e verduras orgânicas.

Um dos produtores certificados pela Ecovida é Delfino Becker. Ele e a família produzem arroz orgânico no assentamento Pontal do Tigre, em Querência do Norte (PR). Além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), quilombolas, indígenas e ilhéus também participam do projeto. “É a diversidade de comunidades produzindo que enriquece a comida saudável”, explica o produtor.

Já são 31 anos que Delfino dedica-se à produção orgânica. “Quando eu era jovem sonhava em ter uma família, uma propriedade e dar um bom estudo para os filhos. Tudo isso eu consegui com a luta pela Reforma Agrária. Lutamos pela terra e pela escola. Hoje posso dizer que sou muito feliz com os dois resultados”, destaca Delfino.

Outro produtor satisfeito é Mizael Jefferson Nobre que faz parte da Comunidade Tradicional dos Ilhéus, nas ilhas do Rio Paraná. Mizael trabalha com a produção de cachaça, mel, licor, gengibre e ginseng, todos produtos agroecológicos. “Nós já produzíamos no sistema florestal há bastante tempo, mas não tinha certificação. Hoje o mercado está bastante exigente e o consumidor quer ver o rótulo de orgânico. Então a Ecovida contribuiu para que a gente tivesse reconhecimento”, explica.

Produtos elaborados pelos camponeses. Foto: Heloisa Nichele

No entanto, mesmo com a força da agroecologia nestas duas situações, o agronegócio torna-se um ponto preocupante. “O avanço do agronegócio é um problema porque junto com ele vem a agressão à natureza, a produção de commodities visando só o lucro e ameaçando toda a vida ao redor. Cabe a nós fazer resistência e provar que um outro tipo de agricultura é possível”, ressalta Delfino.

A Feira da Agrobiodiversidade Camponesa e Popular, acontece na Praça Santos Andrade, Curitiba (PR) até às 16h do dia 1º de setembro.



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