cultura

Presença confirmada! Leonardo Boff estará na 17ª Jornada de Agroecologia

PRESENÇA CONFIRMADA! O teólogo Leonardo Boff é presença confirmada na 17ª Jornada de Agroecologia, que acontece de 6 a 9 de junho, em Curitiba! Ele fará a conferência “Os desafios atuais da humanidade e o cuidado com a casa comum”, durante a abertura do evento, às 19h, no Teatro Guaíra. E tem muito mais na programação da Jornada! Confira tudo aqui: http://www.jornadaagroecologia.com.br/?p=4592

Dos redutos aos acampamentos, herança da Guerra do Contestado permanece presente

No centenário do fim da maior guerra civil camponesa, marcaram presença na 15ª Jornada de Agroecologia Por Ednubia Ghisi Foto: Joka Madruga Edição: Camila Rodrigues da Silva No ano do centenário do fim da Guerra do Contestado (1912-1916), as memórias e heranças da maior guerra civil camponesa brasileira marcaram presença na 15ª Jornada de Agroecologia do Paraná, realizada no final de julho. O evento ocorreu no município da Lapa, sul do estado, terra que fazem parte do território Contestado e por onde andou o monge João Maria D’Agostini, um dos profetas precursores e inspiradores da resistência cabocla. A continuidade da luta do povo do Contestado, pelo acesso à terra para produzir e viver com dignidade, se materializou no perfil do público da Jornada: a maior parte dos 3 mil participantes eram camponeses assentados ou acampados, que ainda são ou já foram sem-terra, integrantes de organizações populares do campo – em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Fotos, maquetes, mapas, réplicas da alimentação e das vestimentas da época, somados à história na ponta da língua, formaram o repertório dos estudantes que protagonizaram o “Túnel do Tempo” sobre os 100 anos da guerra. Como uma espécie de museu, a grande lona no Túnel cumpriu o papel de resgatar e apresentar o contexto e principais características da luta. Entre agricultores e professores universitários, a fila para visitar o local era constante. As ripas de madeira em forma de trilhos representaram o principal motivo do conflito: o governo brasileiro doou terras a madeireiros e à industria madeireira Lander, como pagamento pela construção de uma estrada de ferra na divisa entre Paraná e Santa Catarina. O povo caboclo morador do território resistiu durante quatro anos até ser dizimado pelo exército. A estimativa é de que mais de 10 mil camponeses tenham sido assassinados. Nos trilhos do Contestado […]