Assentamento do MST em Londrina-PR investe na produção de tomate orgânico

Desde o início da organização do assentamento, as famílias definiram a agroecologia como matriz produtiva

Por Jovana Cestille

Em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, o Assentamento Eli Vive, localizado em Londrina, norte do Paraná, inicia projeto para a produção de tomate orgânico. A comunidade faz parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Desde o início da organização do assentamento, as famílias definiram como matriz produtiva a agroecologia. No processo de organização da produção, há três anos foi criada a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (COPACON), que realiza a comercialização da produção para mercados institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e mercados comuns. Para organizar a produção, Cooperativa organizou os grupos produtivos de leite, feijão, milho crioulo e hortifrúti.

Para Edelvan Carvalho, coordenador do projeto PNAE na comunidade, a produção orgânica já era uma preocupação: “O projeto, que inicialmente envolve 25 famílias, é um passo importante para fomentar a produção orgânica visando a demanda de até 2030 a merenda escolar ser 100% orgânica”.

Cada família plantou 50 pés de tomate e irá receber orientação técnica para o manejo desde o plantio até o pós-colheita. “O plantio será a céu aberto e, sendo o tomate uma planta muito exigente, a partir desta experiência as famílias produtoras poderão produzir qualquer outra hortaliça de forma orgânica”, explica Carvalho.

A Cooperativa pretende construir uma agroindústria para processamento mínimo das hortaliças com certificação orgânica. Para viabilizar a certificação da produção orgânica, além da parceria com a EMATER há o apoio do Núcleo de Agroecologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Parte das famílias está inserida na Rede Ecovida, uma articulação que promove a certificação participativa da produção orgânica e agroecológica. Atualmente uma família está certificada, 10 estão em processo de certificação e as demais em fase de conversão.

Além do tomate, a Cooperativa está desafiando as famílias a produzirem milho crioulo orgânico para atender a demanda da agroindústria de processamento de derivados de milho, que será inaugurada em 2020.


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